O Município de Mangualde está indignado com a integração do concelho no decreto lei, aprovado no último Conselho de Ministros (06 de março), que inclui mais nove municípios no âmbito do alargamento do Sistema Multimunicipal de Abastecimento de Água do Sul do Grande Porto, Águas do Douro e Paiva. O executivo mangualdense desde fevereiro do ano passado que se mostra contra a medida, altura em que comunicou às Águas do Douro e Paiva e à Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR), o não interesse de integrar o sistema.
Para além de Mangualde, o alargamento abrange também Nelas, Penalva do Castelo, Viseu, Sátão, Oliveira de Frades, São Pedro do Sul, e Vouzela, do distrito viseense, e ainda Vale De Cambra.
Marco Almeida, o presidente da autarquia de Mangualde, lamenta que o projeto de decreto lei tenha sido aprovado antes do fim do prazo dado pelo Ministério do Ambiente para que o município se pronunciasse sobre o mesmo.
Perante a situação, o município de Mangualde vai pedir uma audiência ao Presidente da República, uma vez que o Chefe de Estado tem agora 90 dias para aprovar o decreto lei, para tentar demover a aprovação. O executivo pretende ainda intimar o Ministério do Ambiente e Energia para que apresente "todos os documentos que suportam e fundamentam" a elaboração do projeto do decreto lei. É também intenção da autarquia pronunciar-se, até esta terça-feira (11 de março), sobre o documento, tal como tinha sido solicitado pela tutela. O presidente da Câmara Municipal acrescenta que a autarquia irá usar todos os instrumentos legais para impedir o alargamento do sistema multimunicipal das Águas do Douro e Paiva ao sitema de Fagilde. Em causa está, de acordo com Marco Almeida, a defesa dos interesses dos mangualdenses.
O autarca defende que o Sistema de Fagilde deve continuar como está, ainda que com a construção de uma nova barragem.
Foto: Dão Digital