Com o objetivo de impulsionar a valorização sustentável de recursos endógenos da Beira Interior, o Instituto Politécnico de Viseu (IPV) está a colaborar no projeto “BI-WELLNESS”. A iniciativa tem como principal objetivo o desenvolvimento de produtos inovadores e sustentáveis, como cosméticos e produtos de aromaterapia, a pensar no bem-estar humano, e produtos repelentes de insetos, para o bem-estar dos animais de produção e companhia. Produtos a desenvolver a partir de recursos naturais da região, como águas termais, plantas aromáticas autóctones e subprodutos das indústrias vinícola e olivícola.
De acordo com o IPV, o projeto, financiado pelo Programa “FCT - BPI Fundação la Caixa Promove – O futuro do interior”, é liderado pelo Centro de Engenharia Química e Recursos Renováveis ​​para a Sustentabilidade (CERES) da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), em parceria com a Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Viseu (IPV) e Instituto Politécnico da Guarda (IPG) e conta com o apoio de diversas entidades e empresas regionais, bem como com a colaboração da Universidade de Salamanca.
Segundo o coordenador do projeto, Hermínio Sousa, “pretende-se criar produtos de valor acrescentado através da valorização de recursos endógenos da Beira Interior, com recurso a processos sustentáveis em termos de energia e processamento”.
Segundo a organização, uma das vertentes inovadoras do projeto, é a aplicação de técnicas de deteção remota e processamento digital de imagem para mapear e georreferenciar plantas aromáticas autóctones ainda pouco exploradas, presentes nos parques naturais e reservas ecológicas da região. Numa fase posterior, o projeto pretende alargar o desenvolvimento de produtos repelentes para animais de companhia e de produção, e assim contribuir para o controlo de parasitas. De acordo com Catarina Coelho, coordenador da equipa da Escola Superior Agrária do Politécnico de Viseu, “isto contribuirá não só para a economia regional, dada a importância da produção animal e de produtos de origem animal na região, mas também para a saúde pública, ao mitigar o risco de transmissão de doenças entre animais e humanos”.