O Tesouro da Catedral - Museu de Arte Sacra, da responsabilidade do Departamento dos Bens Culturais da Diocese de Viseu, inaugurou no no domingo, 13 de abril, a exposição temporária ‘Meu Cristo’. Composta por 66 esculturas de Cristo Ressuscitado, da autoria do artista Paulo Neves, surge enquadrada no período da Semana Santa e da Páscoa e pode ser visitada nos Claustros da Sé, até ao dia 07 de maio.
Fátima Eusébio, coordenadora do Departamento dos Bens Culturais da Diocese de Viseu, destaca que “as peças contemporâneas são uma presença silenciosa no claustro renascentista, onde se encontram expostas, e convidam à contemplação, à meditação e a olhar Cristo enquanto se caminha, reforçando o sentido do espaço”.
O processo criativo do autor deu origem a 33 imagens de madeira que foram duplicadas em 33 imagens de bronze, “reforçando não só a sua longevidade e continuidade, mas também a ideia de renovação e de revelação, induzindo a novos olhares e interpretações”, explicou a responsável.
“Enquanto que a forma orgânica e a nudez da madeira, na sua beleza natural, infundem delicadeza, serenidade e leveza, o bronze, com maior diversidade de tons e com a infusão de ouro nos rostos, fortifica o sentido do mistério e da plenitude”, acrescentou.
O Bispo de Viseu, D. António Luciano, que também marcou presença, destacou a importância de Cristo Ressuscitado como fonte de esperança e amor para a humanidade. A partir do título da exposição ‘Meu Cristo’, o Bispo fez uma reflexão sobre a Semana Santa, que se iniciou no Domingo de Ramos, realçando que é importante fazer a distinção sobre aquilo que é o estudo de muitos teólogos: o Cristo histórico e o Cristo da fé. “Não podemos entender a pessoa de Cristo, na sua totalidade, sem recorrer aos Evangelhos que nos falam da pessoa de Jesus num contexto concreto da sua vida e da história do seu povo e da humanidade”, destacou o Bispo.