A pensar na criação de uma nova Zona de Acolhimento Empresarial, com acesso rodoferroviário, o Plano Diretor Municipal (PDM) de Mangualde foi parcialmente suspenso.
A decisão, tomada por unanimidade, esta quarta-feira (23 de abril), na Assembleia Municipal, irá também, segundo a autarquia, permitir a construção de uma variante para ligar as estradas nacionais EN234 (Mangualde- Nelas) e a EN 232 (Mangualde- Gouveia).
“A futura Zona de Acolhimento Empresarial vai responder a uma forte e crescente procura de espaços empresariais modernos, bem localizados e com boas infraestruturas”, justifica o presidente da Câmara Municipal de Mangualde, Marco Almeida.
“Tanto futuros investidores como grupos já instalados, como a Stellantis, Sonae Arauco, entre outros, encaram a Linha da Beira Alta como ponto de escoamento da produção”, adianta.
Segundo o autarca, a infraestrutura terá uma localização estratégica e irá permitir uma eficiente ligação ao transporte ferroviário de mercadorias, através da Linha da Beira Alta, facilitando o escoamento da produção de forma mais sustentável. “Além disso, terá ligação direta a duas importantes estradas nacionais, a EN234 e a EN 232, e está próxima da A25, facilitando a acessibilidade aos trabalhadores, fornecedores e clientes”, argumenta o presidente.
Para o edil mangualdense, o concelho “reúne todas as condições” para se afirmar como nó da rede intermodal rodoferroviária à escala regional, nacional e internacional.
Segundo Marco Almeida, estão a ser criadas condições para instalar e atrair mais investimento, gerar emprego e reforçar a competitividade do tecido empresarial. “Mangualde tem todas as condições para ser um polo de desenvolvimento económico sustentável. Esta nova zona industrial é uma peça-chave nesse futuro”, conclui o autarca.
Foto: Dão Digital