Começaram esta quarta-feira, 21 de maio, as Jornadas da Pastoral Social da Diocese de Viseu, no auditório do Seminário Maior, prologando-se até sexta-feira (23 de maio).
No primeiro dia foram abordadas as “especificidades da relação laboral nas IPSS”, esta quinta-feira está em destaque o tema “recursos humanos e o utente como essência da missão” e na sexta-feira será a “caridade na modernidade”.
A sessão foi aberta pelo Padre Manuel Clemente, Vigário da Pastoral Social, que realçou a pertinência dos temas escolhidos para apoiar as instituições sociais, na sua formação, e contribuir para o “despertar para a realidade e importância das IPSS como um coração social dinâmico nas comunidades”.
O responsável enumerou algumas dificuldades globais sentidas nos últimos cinco anos, como a pandemia, a guerra na Ucrânia, a inflação, a falta de mão de obra e as guerras económicas, cujas consequências refletem-se também nas IPSS`s. “Temos de olhar para aquilo que são as oportunidades, temos de ter criatividade e não ficarmos presos nas dificuldades financeiras que vão surgindo”, apelou.
A necessidade de profissionalização dos recursos humanos, “que são a base da estabilidade para as instituições”, foi também um alerta deixado pelo Padre Manuel Clemente, que frisou a “gestão, organização e sucesso” como ingredientes fundamentais para a longevidade das instituições.
O tema do primeiro dia, que começou com as especificidades de cada contrato de trabalho, foi apresentado por Isabel Couto, advogada na Comarca de Mangualde, que há 15 anos presta ajuda jurídica aos Centros Paroquiais na Diocese de Viseu, nomeadamente na celebração dos contratos de trabalho, admitindo que existe muita dificuldade na admissão de mão de obra qualificada.
O Bispo de Viseu, que também discursou na abertura dos trabalhos, reforçou que esta iniciativa é uma forma de ajudar os profissionais a “servir melhor para que depois os frutos possam acontecer”.
Dirigindo-se aos colaboradores das IPSS`s, o Bispo disse que “além de funcionários da instituição, são agentes pastorais nesta dimensão social, ou seja, devem olhar para a pessoa humana e para os problemas à luz do Evangelho”.