Há elementos da corporação dos Bombeiros Voluntários de Penalva do Castelo a favor da demissão do presidente da Associação Humanitária. De acordo com informações que chegaram à Dão Digital, os bombeiros alegam que o responsável já não tem quaisquer condições de continuar a representar a instituição, uma vez que está, segundo a fonte, de costas voltadas com os operacionais e sem diálogo. Aliás, no domingo (25 de maio) o comandante interino, Luís Lopes, e o adjunto de comando, João Amaral, apresentaram a demissão, depois de terem assumido as funções há cerca de um mês, em consequência do fim da comissão de serviço do comandante José Lopes.
Em causa estará a escolha do futuro comandante, José Luís Carvalho, que está a terminar o curso e que depois terá de aguardar pela homologação por parte da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil para poder tomar posse.
Uma opção que, de acordo com a nossa fonte, é contestada pela maioria dos bombeiros, por considerarem que não reúne os requisitos necessários para o cargo.
À Dão Digital, e sem querer ser identificada, a fonte refere que a maioria do corpo ativo, apesar de discordar, não se manifesta publicamente por ser funcionária da associação e ter medo de represálias.
Contactado pela Dão Digital, o presidente da direção, José Albuquerque, nega a existência de mal estar na associação humanitária e garante que a corporação não está sem comando. Com a saída de Luís Lopes, no passado domingo, passou a comandante interino, Manuel Pereira, sendo o oficial mais velho, que já foi comandante da corporação durante 15 anos. José Albuquerque garante que o concelho tem a segurança garantida, no que diz respeito ao papel dos bombeiros.
O responsável, há 16 anos na presidência, admite que possa existir alguém descontente com a escolha do futuro comandante e com algumas decisões, considerando ser uma minoria. José Albuquerque refere à Dão Digital que todas as medidas tomadas são em função da população. Diz ainda que não tem nada a esconder e que o trabalho desenvolvido tem elevado o nome da associação humanitária.
O fim do mandato acontece em dezembro de 2026 e apenas nessa altura irá decidir se deve ou não voltar a candidatar-se.
Nesta altura, o corpo ativo dos Bombeiros Voluntários de Penalva do Castelo é constituído por mais de 60 elementos.
Foto: Dão Digital