A proposta de adesão dos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento de Viseu (SMAS de Viseu), na qualidade de acionista, à Águas do Douro e Paiva (AdDP) foi, esta quarta-feira (18 de junho), aprovada em reunião de Câmara, seguindo agora para aprovação em sede de Assembleia Municipal.
A autarquia viseense lembra que em agosto do ano passado, a então Ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, esteve em Viseu, numa reunião de trabalhos com o presidente da Câmara, tendo anunciado a concordância do Governo com a adesão que, até à data, tinha sido proposta por Viseu, mas também por outros concelhos vizinhos na região.
Na reunião do executivo, o vice-presidente da Câmara Municipal, também vice-presidente do Conselho de Administração dos SMAS de Viseu, João Paulo Gouveia, esclareceu que “esta não se trata de uma privatização nem de um aumento dos tarifários no setor da água, senão somente um passo essencial para resolver, eficazmente, o problema de abastecimento de água no território”.
“Com esta adesão, a gestão do abastecimento de água em alta passará a ser feita pela Águas do Douro e Paiva, mas os SMAS de Viseu continuarão o seu trabalho na gestão do abastecimento da água em baixa, ou seja, aquela que chega a casa dos munícipes”, reforçou o vice-presidente. A proposta de adesão contou com os votos contra dos vereadores eleitos pelo PS.
Segundo a Câmara Municipal, a adesão às Águas de Douro e Paiva engloba um investimento por parte da empresa de mais de 100 milhões de euros, investimento esse que se traduzirá num conjunto de empreitadas de grande e média dimensão com vista à construção, renovação e qualificação de infraestruturas, de condutas a sistemas de abastecimento locais, relacionadas com a água em alta.
Em dezembro passado, no Solar dos Peixotos, Maria da Graça Carvalho sublinhou que “a construção da nova barragem é a opção que oferece melhores níveis de garantia de serviço, que poderão ainda ser melhorados com este alargamento no âmbito da concessão das Águas do Douro e Paiva. Isto irá dar escala, massa crítica, a toda esta região e preparar melhor todos os municípios envolvidos nas ADP para os desafios do futuro”.
A nova Barragem de Fagilde, que irá nascer no vale a jusante da atual infraestrutura, permitirá duplicar o valor do volume de armazenamento de água face ao atual. Pelo menos 15 milhões de euros serão cofinanciados pelo Programa Operacional da Região Centro, em articulação com a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional Centro (CCDR), a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e o Governo.
Foto: Dão Digital