O projeto do Centro de Artes e Espetáculos de Viseu (CAEVIS) já foi apresentado pelo Arquiteto Manuel Roque, da equipa projetista PITÁGORAS, responsável pela autoria do projeto daquele que será o novo equipamento cultural de Viseu, que segundo autarquia viseense será uma das maiores salas de espetáculos da região Centro do país.
O CAEVIS vai nascer na zona do parque de estacionamento junto à rotunda da Fonte Cibernética/Avenida da Europa e irá oferecer uma sala interior com capacidade para 1000 lugares sentados e um auditório exterior com 760 lugares sentados, em bancada.
O edifício será ainda constituído por outras valências, entre elas uma sala de ensaios e outra de exposições, um café-concerto, um restaurante panorâmico e salas para serviços administrativos/gabinetes de trabalho.
Um parque de estacionamento subterrâneo, com capacidade para mais de uma centena de lugares, faz também parte do projeto de construção. Globalmente, serão sete pisos e uma área bruta de construção de cerca de 13.500 metros quadrados.
Na zona exterior do Centro de Artes irão nascer espaços verdes e zonas de lazer para usufruto da comunidade, numa interligação natural com outros já existentes como o Parque da Aguieira, as Ecopistas do Dão e do Vouga, a Cava de Viriato, o Parque Linear do Rio Pavia ou o Parque Urbano de Santigo.
“Releve-se ainda o facto de o Centro de Artes e Espetáculos ser o primeiro equipamento cultural do país com Certificação LEED, uma certificação internacional que permite atestar a sustentabilidade dos edifícios”, explica a Câmara Municipal de Viseu.
“Este não é um edifício que vai estar fechado durante a semana. É um edifício que vai estar em permanentemente utilização, com a vantagem de ter um parque de estacionamento que lhe irá servir, assim como a toda a área envolvente; portanto, daí também a integração do próprio edifício com o tecido urbano, que nós achamos que era fundamental e sempre defendemos”, sublinhou Manuel Roque na apresentação do projeto.
O presidente da Câmara Municipal, Fernando Ruas, relembrou o projeto e obra como sendo a “estrela da companhia” de um plano de maiores dimensões para a zona Norte de Viseu.
“Eu queria dizer-vos que este projeto ficou preparado quando saí da Câmara em 2013. Já tínhamos pensado no Centro de Artes, com um arquiteto que, infelizmente, faleceu e que depois, naturalmente, viemos recuperar mais tarde. Não quisemos deixar de utilizar o espaço. O espaço ficou disponível para aparcamento. Era uma pena que o espaço público não tivesse nenhuma utilidade. E agora, com toda a legitimidade, recuperámos uma ambição que é longa e antiga: a de termos um Centro de Artes no coração do país, que possa ombrear com o restante território vizinho”, afirmou Fernando Ruas.