O Sindicato Independente dos Trabalhadores da Floresta, Ambiente e Proteção Civil (SinFAP), com sede em Viseu, condena a não aprovação da Assembleia da República da proposta de lei que atribuía a qualificação de profissão de desgaste rápido e subsídio de risco, aos bombeiros e sapadores florestais.
Para o SinFAP, é “um insulto àqueles que, todos os dias, arriscam a própria vida para salvar pessoas e os bens”. “Num país onde os bombeiros são a primeira linha de resposta em incêndios, cheias, acidentes, catástrofes naturais e emergências de toda a ordem, esta recusa é incompreensível e inaceitável”, acrescenta, referindo-se ainda aos sapadores florestais “que atuam na prevenção e que acarreta uma dureza brutal na sua execução”. Segundo o sindicato, as duas classes são desvalorizadas.
Em comunicado, o SinFAP redere que é “inconcebível” que o Parlamento reconheça o desgaste rápido em outras profissões “e continue a ignorar os bombeiros e os sapadores florestais, que enfrentam diariamente riscos extremos, longas horas de trabalho físico e psicológico extenuante, e uma exposição constante a ambientes hostis”.
Para a organização sindical, o chumbo da proposta de lei demonstra falta de visão, de respeito e de compromisso para com aqueles que fazem da coragem uma profissão e da entrega um modo de vida.
“Exigimos que esta decisão seja rapidamente revertida. A proteção civil e a segurança do país não podem depender de profissionais exaustos, desvalorizados e esquecidos pelos decisores políticos”, sublinha.
Foto: Dão Digital