A Polícia Judiciária (PJ), através do Departamento de Investigação Criminal da Guarda, deteve, fora do flagrante delito, uma mulher pela presumível autoria da prática de dezenas de crimes de burla qualificada com a utilização de métodos fraudulentos de investimentos em carteiras de cripto ativos, num valor total de cerca de 1,8 milhões de euros.
A mulher terá, segundo a PJ, ludibriado cerca de 300 vítimas através da rede social “Telegram” a investirem em criptomoedas. Posteriormente, dispersava os proventos da atividade criminosa em 18 contas bancárias distintas, em nome próprio, de familiares e de terceiros.
Em comunicado, a PJ refere que a suspeita apenas cessou a atividade criminosa no momento da intervenção policial.
A Polícia Judiciária acrescenta que a investigação vai continuar até ao total esclarecimento dos factos e identificação de todas as vítimas, num inquérito que é titulado pelo Ministério Público da Guarda.