Entre esta segunda-feira e sábado (de 20 a 25 de outubro), o Teatro Viriato, em Viseu, lança um novo ciclo de programação, inspirado na obra homónima do pedagogo Carlos Neto. De acordo com o Teatro Viriato, o ciclo “Libertem as crianças” reúne uma programação dedicada à criação contemporânea para a infância, juventude e famílias. Em articulação com escolas, famílias, mediadores e artistas, o ciclo explora questões ligadas à infância, à educação e à coragem de transformar ideias em ações.
“O digital impõe-se cada vez mais no nosso dia-a-dia, nas relações humanas que estabelecemos. Estamos a perder dimensão física e presencial, seja no espaço escolar ou familiar, algo que o pedagogo Carlos Neto tem vindo a alertar. Reconhecendo a importância do seu pensamento, quisemos dar-lhe espaço e convocar a comunidade escolar, pedagogos e encarregados de educação a refletir sobre a infância, o direito ao brincar, e sobre o modelo de escola em vigor”, explica o diretor de programação do Teatro Viriato, António M Cabrita.
A programação do ciclo inicia com a apresentação do “Caderno Criar Coragem”, esta segunda-feira às 15h00.
No mesmo dia, é exibido o documentário “Arte Pedras Liberdade”, às 17h30, de António-Pedro e Caroline Bergeron (Companhia Caótica). O documentário é fruto do projeto “Conversas Emergentes”.
Na terça-feira, Carlos Neto fala sobre “Brincar é um assunto sério”, às 17h30. Neste encontro, Carlos Neto explica porque defende que o atual modelo escolar deve ser reinventado, apresentando o seu livro “Libertem as Crianças” e partilhando estratégias que podem ajudar a incentivar os mais novos a serem fisicamente ativos.
A companhia Formiga Atómica integra também o ciclo com “Escola dos Sonhos”, na quarta-feira às 17h30. O documentário reflete sobre o sistema educativo datado e sobre a pressão a que alunos e professores estão sujeitos, abrindo também a porta à reflexão do que poderia ser a escola ideal.
O ciclo termina com a oficina “É bom mandar?”, entre quinta-feira e sábado, da autoria de Catarina Requeijo e Inês Barahona, pensada para crianças que não têm ainda direito ao voto. Os participantes são convidados a sentar-se à mesa, numa espécie de assembleia instantânea, e a refletir sobre quem decide, como se decide e o que significa governar.
Ao longo de todo o ciclo, o Foyer do Teatro Viriato acolhe a exposição/instalação holográfica “Desejo/Desenho”, organizada pelo Teatro Viriato, e que contou com a participação de alunos de quatro escolas do concelho de Viseu. A exposição é o resultado final de um conjunto de oficinas desenvolvidas por Maria João Rochete, em que os mais novos foram desafiados a desenhar a sua escola ideal. Após o ciclo, a exposição inicia uma digressão pelas escolas envolvidas no projeto.
Foto: © Teresa vale