No âmbito do projeto “Comer bem, Sorrir melhor”, promovido pelo curso de Medicina Dentária do Centro Regional de Viseu da Universidade Católica, cerca de 2500 crianças carenciadas do ensino pré-escolar e do 1º Ciclo do ensino básico vão ser acompanhadas ao longo dos próximos três anos. A Comunidade Intermunicipal (CIM) Viseu Dão Lafões é o investidor social da iniciativa. Esta é a segunda fase da ideia que pretende combater a baixa literacia em saúde oral e nutrição. Uma unidade móvel de saúde, equipada com tecnologia de inteligência artificial, irá percorrer pré-escolas e escolas básicas dos 14 municípios da região, onde realizará rastreios, consultas e ações educativas junto da população escolar em maior risco.
O secretário executivo da CIM, Nuno Martinho, refere que, nesta segunda edição, o projeto “Comer Bem, Sorrir Melhor” terá um público-alvo diferente e será mais alargado no tempo.
O projeto arranca na próxima semana, nos agrupamentos de Santa Cruz da Trapa e de Mundão, que integram o programa Territórios Educativos de Intervenção Prioritária (TEIP).
A ideia abrange mais de 200 escolas. A primeira edição aconteceu entre maio de 2022 e maio de 2023.
Fernando Guerra, da Ordem dos Médicos Dentistas, deu conta que na edição anterior foram observados cerca de cinco mil alunos e realizadas mais de 11 200 consultas.
O projeto “Comer bem, Sorrir melhor”,custa cerca de 400 mil euros e conta com financiamento da CIM Viseu Dão Lafões em cerca de 90 mil euros.
Segundo Marco Almeida, vice-presidente da CIM Viseu Dão Lafões, “este novo ciclo do projeto ‘Comer Bem, Sorrir Melhor’ reforça a importância de políticas públicas integradas que atuam de forma preventiva e estratégica nas nossas comunidades. A saúde e o bem-estar das crianças são prioridades para a CIM e para os municípios associados, e iniciativas como esta demonstram como é possível articular educação, saúde e ação social de forma inovadora e eficaz”.
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