O Grupo de Cidadãos Eleitores Novo Rumo, de Mangualde, mostra-se preocupado com o facto de a empresa Capwatt ter anunciado que a fábrica de metanol renovável, prevista para o concelho mangualdense, ter sido deslocada para a Carregueira por perda de verbas (43,3 milhões de euros) do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
Ainda que a unidade não seja da responsabilidade da Câmara Municipal, o Grupo de Cidadãos lembra que “no decurso da campanha eleitoral foi, por diversas vezes, referido pelo candidato a presidente da Câmara, Marco Almeida, que estava garantida a construção no ano de 2026 no concelho de uma fábrica de metanol renovável, que já tinha financiamento garantido através de fundos comunitários com verbas do PRR, obra essa identificada como estruturante e relevante para o desenvolvimento do concelho de Mangualde, a criação de emprego qualificado e fixação de população”.
Apesar da deslocação da fábrica, a empresa, com sede na Maia, já garantiu que a unidade se mantém prevista para o concelho de Mangualde, mas sem verbas do PRR.
“De um compromisso de construção efetivo no ano de 2026 passamos agora para mais uma promessa sem quaisquer garantias que seja cumprida. Enquanto outro concelho vai ver obra nascer, criar emprego e obter desenvolvimento económico e social, os mangualdenses ficarão à espera de melhores dias”, pode ler-se no comunicado enviado à Dão Digital.
O movimento considera que a decisão da Capwatt representa um entrave ao progresso do concelho.
Por outro lado, numa publicação na rede social, o presidente da Câmara Municipal de Mangualde já havia mostrado confiança na decisão da empresa responsável pelo projeto de metanol renovável. “Sim, lamento informar: o projeto não abandonou Mangualde. Está vivo, ativo e a andar para a frente”, refere, acrescentando que “não são promessas”. “É mesmo verdade: Mangualde continua a avançar. E para quem insiste em acreditar que isto não passa de conversa… talvez seja altura de aceitar que o concelho cresce mesmo quando alguns preferiam que ficasse parado. E sim, nós continuamos a acreditar - mesmo quando isso incomoda”, conclui.
Foto: Capwatt