Esta terça-feira (24 de fevereiro), marca os quatro anos do início da invasão da Rússia na Ucrânia. Nessa altura, em 2022, foram muitos os ucranianos que escolheram Portugal para fugirem dos ataques. A região de Viseu acolheu várias centenas de pessoas.
Quatro anos depois voltamos a contar com um testemunho de quem fugiu da guerra. Valéria Rohovtsova é jornalista e há oito meses chegou a Mangualde.
À Dão Digital lembra como viveu o primeiro dia de guerra na Ucrânia, ao acordar às 6h00 com o barulho das primeiras explosões.
Seguiram-se três anos difíceis na cidade de Dnipro, onde vivia. Valéria conta que após seis meses, a população já se habituava à guerra e tentava fazer uma vida quase normal por entre os ataques.
Em junho do ano passado, Valéria veio viver para Mangualde com o pai. A mãe ficou na Ucrânia. Desde então, estuda português, em Viseu. No início, como diz, a adaptação não foi fácil. Valéria lembra que era estranho não ouvir explosões e ir ao supermercado sem receio de ser evacuada. Oito meses depois diz sentir-se bem e a habituar-se à vida normal.
Valéria lembra, ainda, um episódio que aconteceu quase um ano depois do início da guerra, dia em que preparava a festa de aniversário de uma amiga, quando um prédio residencial, na cidade onde vivia, foi destruído, causando a morte a 46 pessoas. Momentos que jamais irá esquecer.
Foto: Dão Digital