O deputado do Partido Socialista Armando Mourisco perguntou ao Ministro das Infraestruturas e Habitação por que razão continuam por entregar, às famílias, as seis habitações reabilitadas, em Cinfães, pelo Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU).
“Há mais de um ano que as seis habitações estão concluídas, resultantes da transformação do antigo edifício das Finanças em habitação e financiadas pelo Programa de Recuperação e Resiliência. Mais de um ano passou e o IHRU, dono da obra, ainda não entregou as casas às famílias. E são tantas a precisar delas”, afirmou o deputado eleito pelo Círculo Eleitoral de Viseu na audição que teve lugar na Comissão de Infraestruturas, Mobilidade e Habitação da Assembleia da República.
“É uma demonstração inequívoca da incapacidade que os serviços tutelados pelo Ministério das Infraestruturas e da Habitação têm e, por isso, questiono para quando a resolução definitiva, com a entrega das habitações às famílias que delas precisam”, disse Armando Mourisco ao ministro Miguel Pinto Luz.
Já em dezembro de 2025, os deputados do PS eleitos por Viseu, Armando Mourisco e Elza Pais, tinham enviado uma pergunta por escrito ao titular da pasta da Habitação sobre esta matéria, sem que nenhum avanço tenha acontecido.
No documento, explicaram que o IHRU decidiu, em 2022, pela alteração do antigo edifício sede da Repartição de Finanças de Cinfães para habitação multifamiliar, adaptando o mesmo para 6 fogos (dois T1 e quatro T2).
Concluídos em dezembro de 2024, os edifícios continuavam sem a ocupação para a qual foi realizado o investimento, ou seja, servir de habitação a seis famílias.
Uma situação que os deputados consideram incompreensível, pelo que insistem em querer saber quais as razões para o atraso existente, quando se prevê a sua resolução e por que razão o IHRU não celebra um acordo com o Município de Cinfães, considerando que, muito provavelmente, resolveria o assunto com maior celeridade.