As duas corporações de bombeiros do concelho de Tondela vão receber de apoio anual do município a rondar os 200 mil euros, um valor que representa um acréscimo de cerca de 10% no valor base em relação ao ano anterior.
“Estes protocolos anuais são um investimento que fazemos nas associações humanitárias de bombeiros”, vincou a presidente da Câmara, Carla Antunes Borges, sublinhando que ambas as corporações ajudam o município a enfrentar dois grandes riscos: os acidentes rodoviários e os incêndios florestais.
Aos cerca de 200 mil euros de subsídio anual, 110 mil para os Bombeiros de Tondela e perto de 87 mil para os do Vale de Besteiros, a autarca adiantou outros apoios concedidos, como é o caso das cinco equipas de intervenção permanente, três em Tondela e duas no Vale de Besteiros, e os benefícios sociais atribuídos pelo município aos soldados da paz.
O presidente da direção dos Bombeiros do Vale de Besteiros, Carlos Amaral, falou num “dia importante” para a associação, explicando que com a assinatura deste protocolo de apoio vê “uma das maiores dificuldades” da corporação “ligeiramente colmatada”.
Palavras partilhadas pelo presidente dos Bombeiros Voluntários de Tondela, António Mano. “Acho que já se percebeu que isto não é um custo, este dinheiro que é dado para as associações do concelho é um investimento e, portanto, posso dizer com orgulho que as duas associações têm sabido aproveitar este dinheiro e têm sabido investir na proteção dos bombeiros e no reequipamento na medida do possível”, sustentou.
“Senhora presidente este é de facto um investimento para podermos estar mais protegidos nos momentos difíceis e ter uma estratégia articulada para a resposta. Isto é um bom exemplo e os bons exemplos têm de ser relevados e enaltecidos. O investimento que aqui anunciou nas corporações com estes dois protocolos ajuda a dar capacidade e proteção aos nossos soldados da paz”, defendeu Rui Ladeira, secretário de Estado das Florestas, que presidiu à cerimónia.