Em Viseu já foi lançado o concurso público para a “Adaptação Funcional dos pisos 3 e 4 do Seminário de Viseu para Residência de Estudantes do Ensino Superior”, num valor de investimento de cerca de 1.633 milhões de euros.
O acordo entre o município e a Diocese de Viseu vai permitir aproveitar, em tempo útil, as verbas provenientes do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e, assim, assegurar que os estudantes que escolhem o concelho para prosseguir com a formação académica têm um local onde residir, a preços acessíveis.
No final do ano passado, a autarquia viseense rescindiu o contrato com o empreiteiro responsável pela obra de reabilitação dos três edifícios na Rua do Gonçalinho, destinados para o mesmo fim.
A decisão esteve relacionada, segundo a autarquia, com o não cumprimento do prazo de execução da empreitada, que apontava o dia 31 de agosto deste ano como data limite para o término e, consequentemente, o financiamento completo da obra. Na impossibilidade de cumprir com o estipulado na candidatura, o município teria de devolver todas as verbas transferidas pelo PRR até à data.
“Este é um acordo histórico com a Diocese de Viseu, a quem agradeço, publicamente, toda a disponibilidade e envolvimento demonstrados para com este projeto”, destaca o presidente da Câmara Municipal, João Azevedo. “Os prazos estão em curso e não temos tempo a perder. Se não podemos concretizar o plano A, pomos em prática o plano B. Foi isso que fizemos ao abordar a Diocese de Viseu para levar a cabo este projeto”, refere.
“Desta forma, e uma vez que a parte do edifício do Seminário Maior vocacionada para este alojamento não exige uma intervenção profunda e estruturante, conseguimos aproveitar os fundos e concretizar uma alternativa igualmente digna para os jovens estudantes. Aliás, inclusive, vamos passar de uma oferta de 52 camas, que era o inicialmente estipulado com a obra da Rua do Gonçalinho, para 75 camas, o que é excelente”, conclui João Azevedo.
Foto: Dão Digital