Mais de 1500 alunos de Viseu participam nas jornadas escolares que estão a ser preparadas no âmbito da bienal artística “What’s Beyond That Border” (O que está para lá da fronteira). Durante um mês, o conto e o teatro preenchem os horários de vários agrupamentos escolares do concelho.
As oficinas, que arrancam esta segunda-feira (13 de abril) e decorrem até 21 de maio (data de início oficial da bienal), envolvem crianças e jovens do 1.º ao 3.º ciclo, bem como do ensino profissional e secundário. Ao longo de quase um mês de atividades, os participantes são desafiados a explorar temas como identidade, migração, futuro e pertença, através de propostas criativas dinamizadas por Cláudia Sousa e pelo artista argentino Tavo Iván.
As jornadas vão decorrer em vários estabelecimentos de ensino do concelho de Viseu, nomeadamente nos agrupamentos de escolas Infante D. Henriques e Grão Vasco, além das secundárias Viriato e Emídio Navarro e Escola Profissional Mariana Seixas.
A bienal “What’s Beyond That Border?”, em português “O que está para além da fronteira”, decorre em Viseu, entre os dias 21 e 31 de maio.
A direção artística é do bailarino e coreógrafo Romulus Neagu e a bienal nasce do trabalho desenvolvido no âmbito do CLDS 5G Viseu Plural promovido pelo Município de Viseu e coordenado Obras Sociais de Viseu. Mais do que um festival, a iniciativa propõe, segundo a organização, um território de diálogos artísticos, sociais e humanos que convidam à reflexão sobre o mundo contemporâneo e sobre as fronteiras, visíveis e invisíveis, que o atravessam.
Ao longo de dez dias, a cidade de Viseu transforma-se num espaço vivo de criação e experimentação. A programação desenvolve-se maioritariamente no espaço público e em locais inesperados. A programação organiza-se em quatro eixos principais: performances e espetáculos, intervenções em espaço público, residências e laboratórios e conferências que promovem o pensamento crítico.