No ano passado, a GNR registou, no distrito de Viseu, 20 casos de burlas através da aquisição e arrendamento de bens imóveis. Foram nove situações a menos do que em 2024.
A GNR alerta a população para os procedimentos de segurança a adotar. Com a aproximação de épocas sazonais e de férias, este tipo de criminalidade, segundo as autoridades, tende a intensificar-se, especialmente através de plataformas digitais.
Em 2025, a GNR registou um total de 725 burlas desta tipologia. Embora se verifique uma ligeira redução de 5% face a 2024, as autoridade referem que o fenómeno permanece disperso por todo o território, com especial incidência em zonas turísticas e grandes centros urbanos. Faro lidera com 153 crimes (cerca de 21% do total nacional), Setúbal registou 91 ocorrências, Lisboa 86 ocorrências e Braga e Porto 72 casos cada.
A GNR explica que o modus operandi envolve a utilização de fotografias de imóveis reais para criar anúncios fictícios com preços significativamente abaixo do mercado. O objetivo é atrair as vítimas pela vantagem económica e, posteriormente, exercer pressão psicológica através do argumento de "elevada procura". Este método pretende levar a vítima a efetuar um pagamento imediato (sinal) para garantir a reserva, sem qualquer contacto presencial ou visita ao imóvel.
A GNR aconselha a que antes de qualquer pagamento, desconfie de preços muito abaixo, solicite sempre uma visita ao imóvel, pesquise se as mesmas fotografias aparecem em diferentes plataformas com contactos ou preços distintos, peça a identificação do anunciante e verifique se o titular da conta bancária para o pagamento corresponde ao nome fornecido e não ceda a pedidos de sinalização imediata sob o pretexto de haver "muitos interessados".
Foto: Freepik por IA