O vereador eleito pelo Grupo de Cidadãos Eleitores Novo Rumo votou contra a prestação de contas do Município de Mangualde relativa ao ano de 2025, alegando falhas na gestão financeira, falta de investimento estruturante e ausência de uma estratégia de desenvolvimento sustentado para o concelho.
Em comunicado, o movimento destaca que as contas apresentam um resultado líquido negativo de cerca de 850 mil euros, bem como uma redução da independência financeira e um aumento do prazo médio de pagamento a fornecedores, que passou de 21 dias em 2024 para 36 dias em 2025. O Novo Rumo sublinha ainda que, ao longo do mandato 2021–2025, o executivo municipal registou resultados líquidos negativos em todos os anos.
No que diz respeito ao investimento, o grupo considera que houve uma execução insuficiente, apontando uma taxa de realização de 61,8% nas despesas de capital. Segundo o comunicado, não foram concretizadas obras consideradas estruturantes para o desenvolvimento do concelho, como a criação de uma zona industrial, a construção de um parque TIR, a requalificação do cineteatro, a recuperação do antigo quartel da GNR ou a construção de um museu.
O movimento refere também que grande parte das obras em curso resulta de financiamento comunitário, nomeadamente do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
Entre outras críticas, o Novo Rumo aponta ainda insuficiências ao nível da rede viária e atraso na expansão das infraestruturas de água e saneamento, sobretudo em zonas rurais. O grupo acusa igualmente o executivo de não implementar políticas de incentivo à fixação de população, como apoios à natalidade, habitação a custos controlados ou medidas de apoio ao arrendamento.
O comunicado critica ainda despesas consideradas elevadas com honorários e contratos de prestação de serviços, que ultrapassam 1,2 milhões de euros.
Foto: Dão Digital