O espetáculo “MUDAR”, que surge a partir da obra homónima da ilustradora Ana Ventura, sobe ao palco do Teatro Viriato, em Viseu, esta sexta-feira e sábado (15 e 16 de maio). A criação coletiva , do ator e encenador Marco Paiva, do músico Filipe Raposo e da própria ilustradora Ana Ventura, propõe uma reflexão sensível e urgente sobre o ato de mudar, por dentro e por fora.
Mais do que uma narrativa sobre deslocação geográfica, a criação artística mergulha no território íntimo da transformação, questionando: Quando decidimos mudar, o que acontece dentro de nós? E à nossa volta? Será que uma língua pode transformar um corpo? E de quantas línguas precisamos para criar um lugar?
A partir de uma linguagem profundamente visual, sonora e corporal, “MUDAR” acompanha a jornada de uma figura Amarela que, imersa no seu quotidiano igualmente Amarelo, decide partir. “Deste ato de partir, começa a nascer um território policromático, que afirma a urgência de crescermos na riqueza da diversidade que estrutura os lugares”, explica Marco Paiva.
O espetáculo assume-se como uma viagem sensorial, onde sons, cores, gestos e encontros se entrelaçam. A dimensão sonora cruza instrumentos de diferentes origens, evocando paisagens culturais distintas e ampliando a ideia de travessia. “Se por um lado “MUDAR” aponta a pluralidade e a travessia como mote dramatúrgico a partir do seu lugar mais visual, desafia-nos a descobrir essa mesma pluralidade na paisagem sonora, cruzando instrumentos de berços distintos que nos trazem sonoridades que, por si, atestam inspirações de diferentes cantos do Mundo”, refere o encenador.
No corpo, a expressividade ganha forma através da Língua Gestual Portuguesa, da mímica, do Visual Vernacular, do teatro físico e da dança, transformando o corpo num território vibrante e universal.
O espetáculo conta com duas sessões: uma na sexta-feira, às 10h30, destinada a escolas e instituições, e outra no sábado, às 17h00, destinada ao público geral.
© João Versos Roldão