A Associação Inércia do Tempo manifestou solidariedade para com a Plataforma Já Marchavas e a comunidade LGBTQIA+ de Viseu, criticando a decisão do executivo da Câmara Municipal de Viseu de não hastear a bandeira LGBTQIA+ no domingo (17 de maio), data em que se assinala o Dia Internacional contra a Homofobia, Transfobia, Interfobia e Bifobia.
Em comunicado, a associação lamenta “profundamente” a posição do município, considerando que o hastear da bandeira representa “um gesto simbólico de reconhecimento, respeito e inclusão” e não uma questão partidária. Para a Inércia do Tempo, este tipo de iniciativas públicas assume especial relevância numa altura em que muitas pessoas LGBTQIA+ continuam a enfrentar discriminação, violência e exclusão.
A organização recorda que o 17 de maio marca a decisão da Organização Mundial da Saúde, em 1990, de retirar a homossexualidade da Classificação Internacional de Doenças, tornando-se desde então uma data de afirmação da igualdade, dignidade e direitos das pessoas LGBTQIA+.
A associação considera ainda “preocupante” o sinal transmitido pelo executivo municipal, sublinhando que a decisão gera “maior perplexidade” por partir de uma autarquia liderada pelo Partido Socialista, após décadas de governação PSD no concelho. A Inércia do Tempo refere que existia a expectativa de uma “rutura com esse passado” e de uma postura mais alinhada com os valores da inclusão e dos direitos humanos.
A Inércia do Tempo anunciou o apoio à iniciativa promovida pela Plataforma Já Marchavas para o hastear da bandeira LGBTQIA+ no Rossio, em Viseu, no domingo, considerando o momento “uma afirmação pública de solidariedade, visibilidade e defesa dos direitos humanos”.
“O silêncio institucional não pode substituir o compromisso com os direitos humanos, a inclusão e a democracia”, conclui o comunicado.