A APCV-Associação de Paralisia Cerebral de Viseu assinala, esta sexta-feira (5 de junho), 44 anos de atividade, dedicando-se à promoção da inclusão, da igualdade de oportunidades e da qualidade de vida das pessoas com deficiência e incapacidade.
Fundada em 1982, a APCV nasceu da vontade de dar resposta às necessidades das pessoas com paralisia cerebral e das famílias, num período em que os recursos e os apoios existentes eram ainda limitados. Ao longo dos anos, a instituição foi alargando a intervenção, acompanhando as transformações sociais e as novas perspetivas sobre os direitos das pessoas com deficiência.
Segundo a APCV, a missão tem sido promover a participação plena das pessoas com deficiência em todos os domínios da vida, defendendo uma sociedade mais justa, acessível e inclusiva. “Este compromisso traduz-se diariamente no desenvolvimento de respostas e serviços que procuram potenciar as capacidades individuais, reforçar a autonomia e criar condições para uma vida cada vez mais independente”, explica.
Ao longo dos 44 anos, a APCV tem investido “na reabilitação, formação, qualificação, emprego, apoio social, capacitação das famílias e desenvolvimento comunitário, colocando sempre a pessoa no centro da intervenção”.
A instituição acrescenta que o trabalho desenvolvido tem contribuído para que centenas de crianças, jovens e adultos possam exercer os direitos de cidadania, participar ativamente na comunidade e construir os seus próprios projetos de vida.
“A instituição tem sido também uma voz ativa na defesa dos direitos das pessoas com deficiência, promovendo a sensibilização da sociedade para a importância da acessibilidade, da não discriminação e da valorização da diversidade humana”, refere, acrescentando que o percurso “tem sido construído através de parcerias com entidades públicas e privadas, escolas, empresas e organizações da sociedade civil, numa lógica de trabalho colaborativo e de impacto social”.
Nos últimos anos, a APCV tem reforçado a aposta em modelos de intervenção centrados na autodeterminação, na vida independente e na participação comunitária. “O objetivo é continuar a criar oportunidades para que cada pessoa possa fazer escolhas, tomar decisões e exercer um papel ativo na sociedade”, sublinha.