A GNR e a Associação para a Promoção da Segurança Infantil (APSI) lançam na próxima semana uma campanha nacional de sensibilização para prevenir o afogamento infantil, depois de os dados mais recentes revelarem um aumento preocupante da mortalidade nos últimos anos.
De acordo com as autoridades, entre 2020 e 2024, 63 crianças e jovens perderam a vida por afogamento e 57 foram internados na sequência destes acidentes. No mesmo período, o 112 reencaminhou 588 ocorrências relacionadas com afogamentos e acidentes de mergulho para o INEM.
Segundo a APSI, as crianças entre os 0 e os 4 anos representam a faixa etária com maior número de afogamentos e internamentos, ocorrendo a maioria dos casos em piscinas particulares. Já entre os 15 e os 19 anos regista-se o maior número de mortes, sobretudo em rios, lagoas, ribeiras e praias.
Os dados mostram ainda que os afogamentos continuam a ocorrer maioritariamente com rapazes e concentram-se nos meses de junho, julho e agosto.
Perante este cenário, a GNR e a APSI apelam ao reforço das medidas de prevenção, lembrando que o afogamento pode acontecer de forma rápida e silenciosa, mesmo em poucos centímetros de água. As entidades sublinham a importância da supervisão permanente das crianças, da instalação de barreiras de proteção em piscinas privadas e da utilização de zonas balneares vigiadas por nadadores-salvadores.
Foto: Dão Digital