O concurso público para a construção da Barragem de Girabolhos já foi lançado, esta quarta-feira (15 de julho) pela ministra do Ambiente e Energia.
Maria da Graça Carvalho realçou a relevância da futura barragem pela segurança que a mesma assegura em relação ao abastecimento de água, abastecimento de energia e prevenção e gestão de cheias. A governante realçou, ainda, a sustentabilidade que a obra pode garantir à região e a Portugal.
O concurso é destinado à Atribuição da Concessão de Captação de Água, para a Produção de Energia Hidroelétrica e Conceção, Construção, Exploração e Conservação de Obra Pública da Infraestrutura Hidráulica do Aproveitamento Hidráulico de Fins Múltiplos de Girabolhos.
De acordo com a ministra, a futura barragem de Girabolhos tem um custo indicativo de 300 milhões de euros e uma concessão de 65 anos. Segundo Maria da Graça Carvalho, o calendário estabelece a conclusão da construção até 31 de dezembro de 2038, mas admite que o prazo pode vir a ser antecipado, apontando o ano de 2034.
Já o presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), José Pimenta Machado, que apresentou o futuro Aproveitamento Hidráulico de Fins Múltiplos de Girabolhos, afirmou que o projeto da barragem será um passo importante de desenvolvimento e de criação de riqueza local, vantajoso não só para Portugal mas, também, com benefícios locais.
Durante a sessão, decorreram, ainda, as intervenções dos autarcas das câmaras municipais dos restantes concelhos abrangidos pela futura albufeira. João Pedro Cruz, vice-presidente da Câmara Municipal de Mangualde, reforçou que o município apoia a construção da barragem.
Os autarcas dos municípios abrangidos pela barragem de Girabolhos, para além de Mangualde, também Nelas, Seia, Gouveia e Fornos de Algodres, reivindicam contrapartidas como a construção de estradas e a melhoria do abastecimento de água às populações.
Foto: Município de Gouveia