Mais de meia centena de trabalhadores da fábrica têxtil VG Faster, em Mangualde, fizeram greve, esta terça-feira (03 de novembro), em protesto com a empresa, que nos últimos meses tem tido dificuldade em pagar o salário no primeiro dia de cada mês, e com o despedimento coletivo de 34 colaboradores.
Isabel Tavares, do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Têxtil dos Distritos de Aveiro, Viseu e Guarda, explicou à Dão Digital que a empresa voltou a não atender às reivindicações dos colaboradores, ao não pagar o mês de outubro até esta segunda-feira (02 de novembro).
Desde a última tomada de posição dos trabalhadores, há cerca de 15 dias (16 de outubro), altura em que foi decidido o pré-aviso de greve, e de acordo com a sindicalista, a empresa não teve qualquer diálogo com os colaboradores.
No dia 18 deste mês, 34 trabalhadores deixam a empresa depois do despedimento coletivo.
Uma das funcionárias despedidas é Catarina Amaral, representante sindical. À Dão Digital disse que a greve desta terça-feira serve, ainda, para alertar para o que considera ser a falta de condições de trabalho das instalações para onde se mudaram em abril deste ano.
A unidade fabril, composta por 94 funcionários, pertence ao Grupo Valérius, abriu portas há quatro anos nas instalações da antiga Fábrica de Camisas Sagres, mas entretanto, em abril deste ano, mudou de instalações, para próximo do nó da A25.
A perda de clientes é a justificação da empresa para o despedimento coletivo e para a dificuldade de pagamento de salários.

