A Cáritas Paroquial de Santa Maria, em Viseu, pretende aumentar a capacidade da Loja Social, situada no Centro Comercial Académico, para poder chegar a mais pessoas carenciadas.
O objetivo passa, segundo a instituição, por conseguir um espaço maior, com uma área para armazém, mas também ter mais voluntários que permitam ter a loja sempre aberta. Atualmente, a loja funciona de segunda a sexta-feira, sempre que a disponibilidade dos voluntários o permite.
O espaço, que permite angariar verbas para apoiar os utentes da instituição e escoar os donativos, foi criado em dezembro de 2023.
“Temos muitas doações de roupa, calçado, brinquedos, artigos de bebé, bolsas, artigos para a casa, utensílios para o lar, objetos de decoração e também algumas peças de mobiliário. Muitos dos artigos são novos e outros são-nos dados em muito bom estado e não temos espaço para armazenar tanta coisa. Quando os recebemos fazemos uma seleção prévia. Uns são dados diretamente às famílias que apoiamos e os restantes são encaminhados para a loja”, explica a educadora social Isabel Francisco, responsável pela loja.
A Cáritas Paroquial de Santa Maria é uma IPSS, que apoia bebés, crianças, jovens, adultos e idosos, com as respostas Sociais de Centro de Acolhimento Temporário (CAT), Refeitório Social, Cantina Social e dispõe do Programa Operacional de Apoio às Pessoas Mais Carenciadas sendo a entidade coordenadora no concelho de Viseu pela distribuição dos alimentares, que mensalmente chega a 1184 beneficiários, que representam cerca de 390 famílias.
De acordo com Ana Paula Ribeiro, a diretora técnica, o Centro de Acolhimento Temporário, composto por sete quartos duplos, está com capacidade máxima. Também nas restantes respostas, os pedidos têm vindo a aumentar e, só no ano passado, a cantina social serviu cerca de 1600 refeições.
O refeitório social, cujo apoio é alargado ao distrito de Viseu, abrangeu também, no mesmo período, cerca de 60 beneficiários, representando cerca de 1440 refeições.
A instituição sublinha que a situação financeira da Cáritas Paroquial é frágil e refere que os acordos com a Segurança Social, que são a principal fonte de receita da instituição, não são suficientes para suportar todas as despesas.